| Mapa do Site |

Tamanho do Texto: Grande / Normal / Pequeno |

 
             
  Home Aplicações   Tópicos Quentes   Regulações   Produtos & Serviços   Sobre Nós
 

Novos números - Telefone - +55 19 3112-5333 e Telefax - +55 19 3112-5345

Você está aqui >> Home >> Tópicos Quentes >> Biblioteca >> Sistemas de Controle

Home

Tópicos Quentes

Biblioteca

Glossário

Ligas Metálicas

Processos Térmicos

Sistemas de Controle

Sistemas de Controle para Tratamento Térmico

 

É necessário ter uma abordagem muito diversificada para arquitetura de sistema de controle já que o tratamento térmico pode ser executado numa grande variedade de fornos, operando tanto em modo de batelada como contínuo.

 

 

Controle de seqüência do forno

Se os fornos são de desenho de batelada ou contínuos, existe normalmente um elemento de controle seqüencial a ser proporcionado ao sistema. Muito freqüentemente essa é uma consideração secundária do controle de parâmetro do processo. Convenientemente, o seqüenciamento pode ser freqüentemente incorporado no próprio controlador de processo.

 

O limite das questões de que dependem os fornos e que irão influenciar a exigência do controle da seqüência são:

  • Transferência da peça de trabalho

  • Ações da porta do forno

  • A saúde do forno ou movimento da coifa

  • Mecanismos de transferência do forno

  • Transferência da extinção

  • Controle da extinção de gás/ventilador

  • Ações da porta do escudo de calor

  • Controle de água refrigerante

 

Elementos para sistemas de controle:

Controle de temperatura e perfil térmico

Controle de temperatura preciso e possível de ser repetido é o centro dos maiores processos de tratamento térmico. É importante que medidas especiais sejam tomadas para controlar o processo para as exigências do componente. Isso necessita de controle preciso para ambos os setpoints programáveis e o controle da temperatura em estado estável acima de um limite amplo de setpoints de temperatura e cargas do forno.

 

Para assegurar um desempenho que possa ser repetido e consistente através do uso mais amplo do limite do forno, a Eurotherm construiu, dentro de suas soluções de controle, rotinas especiais para agregar programação, inibição de leituras fora de escala e transições de rampa/atraso. As estruturas de controle também devem ser incorporadas para garantir que o controle de temperatura está conforme os requisitos da metalurgia da peça de trabalho no qual o sistema de controle necessário deve ser construído para acomodar termopares em peças de trabalho separadas.

 

Teste de forno e auditorias

A maioria dos equipamentos de processamento térmico é auditada para certificar que as partes são processadas de acordo com a especificação da aplicação.

Para conseguir as cargas máximas de forno e utilização do equipamento, as temperaturas definidas numa região de carga de trabalho deve ter tolerância conforme o TUS  (Pesquisa de Uniformidade de Temperatura - Temperature Uniformity Surveys) são freqüentemente executadas para determinar o grau de conformidade.

 

Os fornos são agrupados em diferentes classes dependendo do grau de tolerância (TUS) e os tratamentos de carga de trabalho podem ser definidos para ser realizados nos fornos de uma classe acreditada em particular.

Os fornos de tratamento térmico são também controlados por um limite dos Testes de Precisão do Sistema (System Accuracy Tests - SATs), que define os requisitos de tipo e precisão para instrumentação de controle e sensores.

 

É importante considerar as necessidades da conformidade requerida com o TUS e SAT quando elaborar os sistemas de controle para estar de acordo com o requisito de processamento e classe do forno.

 

Em muitos processos nos quais existe um atraso considerável no tempo entre o processo e o forno, (como um forno de retorta ou durante a ocorrência de regiões de baixa temperatura em fornos a vácuo), deve ser solicitado o controle do forno por sensores da peça de trabalho.

 

Ter estratégias para controle em Cascata ou Prioritário (Override), ser capaz de implementar rotinas efetivas para garantir tempos de molho e conter perfis térmicos são um requisito necessário da arquitetura do sistema de controle nessas aplicações.

 

Esse requisito de perfil térmico é definido pelo processo de metalurgia e é muito freqüentemente determinado através do uso de sistemas de receitas ‘controladas’. É importante que um método seguro e fácil, que habilite os usuários e operadores a configurar e executar receitas que possam ser repetidas, sem medo de mudanças não autorizadas.

 

Controle da atmosfera com gás

Desde que muitos tratamentos térmicos e processos químicos de superfície dependem de uma atmosfera gasosa para serem executados, é importante incluir provisão para este sistema de controle.  Deve ser simples como incluir eventos temporizados ou dirigidos por temperatura com o perfil de quando gases como Nitrogênio, Argônio e Hidrogênio são solicitados. Tradicionalmente o sistema de controle não fornece controle responsivo (feedback) na atmosfera desses tipos de processo; tipicamente, apenas oferecem a capacidade de ajustar taxas de fluxo de gases fixas em partes definidas do ciclo via um simples fluxo liga/desliga ou mais complexo dispositivos de controle de fluxo de massa, contidos em si mesmos.

 

Com o advento dos novos analisadores de baixo custo e o crescimento da aplicação de sondas de zircônio, mais usuários estão utilizando equipamentos analíticos para assegurar que seus processos estão mantendo os níveis desejados de redução de oxidação.

 

Sendo muitos gases voláteis, um cuidado especial precisa ser tomado com a elaboração do sistema de controle para certificar que a seqüência e segurança dos gases seja mantida.

 

Para muitos dos tratamentos de superfície, também é necessário controlar o fluxo de enriquecimento de gás ou diluição do ar dentro do forno confrontando com o setpoint definido para um certo período. O enriquecimento de gases é utilizado para propiciar atmosferas gasosas para processos tais como Carburização e Nitretação. Nestes casos o controle de resposta (feedback) é utilizado e algoritmos especiais são necessários para converter a saída das sondas de zircônio nas funções de aplicação específica.

 

O propósito do controlar a atmosfera nessas aplicações é para ganhar resistência específica à superfície e finalizar pelas partículas de gás recém difundidas na superfície do componente. Vários algoritmos  têm sido empregados para determinar a taxa de difusão, em vez de aplicar os perfis de atmosfera/temperatura/tempo fixados. Muito dos novos equipamentos OEM fazem uso desses cálculos de difusão, enquanto a maioria da base instalada depende de um perfil do potencial de carbono simples. Por exemplo: Utilizar a análise Infravermelha de 3 gases para auxiliar os processos de carburização adiciona um alto grau de confiabilidade adicional ao controle do potencial de carbono.

 

Controle da atmosfera com vácuo

Os fornos a vácuo são amplamente utilizados no tratamento térmico, particularmente nas indústrias Aeroespacial e Automotiva. Quase todos os ciclos de tratamento térmico convencionais podem ser executados num vácuo, tais como: homogeneização, alívio de tensões, normalização, endurecimento, revenimento e recozimento. Fornos a vácuo também são utilizados para brasagem e degasificação de material e têm sido mais usados para carburização de baixa pressão.

 

As câmaras tipicamente operam num limite atmosférico a partir de uma atmosfera ambiente abaixo de 10-9milibars. Os sistemas de controle precisam comportar a interface entre os medidores de vácuo complexo e a seqüência do processo, tendo em conta particularmente:

  • Partida da bomba e seqüenciamento do bombeamento

  • Eficiência do bombeamento a vácuo e taxa de vazamento da câmara

  • Controle de pressão parcial e controle de preenchimento posterior

  • Intertravamento para degasificação a vácuo e aquecimento

 

Sistemas de Têmpera

Um dos aspectos mais importantes do tratamento térmico é o processo de têmpera. Muitas das mudanças na estrutura que ocorrem no tratamento de ligas metálicas também acontecem durante a têmpera. Uma vez que o componente foi mantido por um período desejado de tempo na temperatura exigida para efetivamente corrigir a estrutura cristalina, ele deve ser temperado no ar, óleo, água ou polímero especial. Os sistemas de controle precisam comportar a rápida transição da temperatura de controle para a têmpera, desde que a taxa de mudança da temperatura durante o resfriamento determina em grande parte a estrutura do micro-grão do componente.

 

Por exemplo:

Um componente que consiste de 0,6% de aço carbono, que foi tratado com calor Acima da Temperatura Crítica para obter uma estrutura de micro-grão do componente que consiste de Austenita, irá converter em um material adequado ao retrabalho quando o ar resfriado em um processo de recozimento (Perlita com Ferrita). Quando o componente for rápida e satisfatoriamente temperada no óleo, o mesmo endurecerá por uma conversão diferente da miro-estrutura para Martensita. O componente pode ser processado posteriormente no processo de têmpera para remover muito da fragilidade. Variações no processo de têmpera proporcionam uma gama de propriedades do material.

 

Regulamentações da indústria

Muito do setor de tratamento térmico é regulado tanto pelas especificações prescritas ou pelas demandas dos procedimentos de qualidade industrial. As demandas são feitas de provedores de tratamento para mostrar que os processos adotados sustentam o exame minucioso sob algum tipo de ambiente auditado. Os ambientes auditados tendem a ser específicos da indústria com variações globais e regionais.

 

A indústria automotiva tem adotado amplamente as recomendações contidas no CQI-9 (Grupo de Ação da Indústria Automotiva – Automotive Industry Action Group) que oferecem ao guia de Pirometria SAE para tratamento térmico AMS2750D. De forma alternativa eles dependem dos sistemas de qualidade contidos no TS16949, no qual a especificação é baseada nos procedimentos de qualidade do processo e manuais de qualidade individualmente, os quais mostram como a conformidade com o processo é conseguida e mantida. A indústria aeroespacial tem adotado amplamente os métodos mais prescritivos de creditação que são cobertos na especificação global Nadcap nas seções 7102 e AMS2750D associada que se aplica especificamente ao tratamento térmico.

 

Gerenciamento de Dados

Como parte da necessidade de estar em conformidade com as regulamentações da indústria, existe uma demanda dos fornecedores do tratamento térmico para registrar e reter a informação do processo. O sistema de controle usualmente inclui equipamento de registro que habilitam que o dado seja convenientemente visualizado, arquivado, salvo e recuperado. As regras específicas estão amparadas nas especificações prescritas ou nos manuais, que recomendam sobre o procedimento para gerenciamento dos dados. Além disso, os registros devem ser mantidos considerando o status da planta do processo detalhando os dados da calibração do instrumento, informação sobre sensores do processo e relatórios de levantamentos de temperatura. O gerenciamento de dados digitais dirigidos às tendências recentes tem habilitado a Eurotherm a desenvolver soluções que incorporem todas as necessidades de gerenciamento de dados num conjunto de produtos complementares que estão de acordo com as necessidades tanto do processo quanto da sua análise.

 
 

©2008 Eurotherm | Informação Legal & Política de Privacidade | Powered by Eurotherm™ Brazil