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A esterilização por Óxido de Etileno
(EtO) é utilizada principalmente para esterilizar
produtos médicos e farmacêuticos que não podem
suportar a esterilização convencional com vapor em
alta temperatura – como dispositivos que incorporam
componentes eletrônicos, embalagens plásticas ou
recipientes plásticos.
O gás EtO infiltra nos pacotes, bem
como nos próprios produtos, para matar os micro
organismos que foram sobraram da produção ou do
processos de empacotamento. Este gás misturado com o
ar na proporção de pelo menos 3% de gás EtO, forma
uma mistura explosiva. O ponto de ebulição do gás
EtO puro é de 10.73 ºC em pressão atmosférica. Na
maior parte do tempo, é misturado com Nitrogênio ou
CO2. Esta condição explosiva necessita de
um zoneamento com Segurança Intrínseca do material (ATEX),
para segurança das pessoas assim como do processo em
si.
A segurança do pessoal é uma
questão importante para o efeito danoso do EtO nos
humanos. Áreas poluídas precisam ser alertadas
utilizando detectores de gás colocados em diferentes
locais para monitorar qualquer vazamento. Sistemas
de alarme visuais e sonoros precisam ser
providenciados. O sistema deve informar a qualquer
operador quando as células de esterilização contêm
EtO.
Quando o gás tóxico é removido da
sala, é necessário que seja tratado usando
queimadores térmicos, purificadores de gás ou
oxidação para proteção ambiental ou que seja
transportado para uma instalação para ser tratado.
O Processo de Esterilização por EtO:
A maioria das linhas de esterilização
por EtO envolve três estágios diferentes. Estes
podem ser separados em três diferentes células
dependendo do tamanho ou quantidade de dispositivos
a serem tratados:
-
PRÉ CONDICIONAMENTO
-
ESTERILIZAÇÃO
-
DEGASIFICAÇÃO

Quando as células estão separadas, os
sistemas de carga/descarga são solicitados. Isso
poupa tempo do operador, bem como oferece proteção
contra exposição ao ambiente poluente que poderia
trazer prejuízos à saúde.
ESTÁGIO DE PRÉ CONDICIONAMENTO
Primeiro, os produtos precisam passar
por uma fase de pré condicionamento para fazer os
microrganismos crescerem. A batelada carregada passa
por um tempo de atraso sob um ambiente controlado
de:

ESTÁGIO DE ESTERILIZAÇÃO
Depois, a carga passa por um longo e
complexo ciclo de esterilização. Os requisitos de um
sistema como este são:
-
Controle preciso da
temperatura.
-
Disponibilidade do sistema de
controle.
-
Controle preciso da pressão e
do vácuo.
-
Visualizações fáceis das fases
do processo
-
Receitas do cliente dedicadas.
-
Liberação de batelada
automática ao longo dos testes de tolerância.
-
Relatório.
-
Intertravamento de segurança
entre atuadores.
-
Alarme.
-
Estratégias de desacionamento.
-
Facilidades do Audit Trail
– Tendências.
-
21CFR Part11

Durante este ciclo, é importante ter
o controle preciso da temperatura uma capa térmica é
utilizada. Como a duração total do ciclo é de
aproximadamente 60 horas, uma grande disponibilidade
do sistema é vital e a redundância é necessária.
Sensores, atuadores e controladores duplos, bem como
facilidade de transição destes componentes, ajudam a
garantir que o produto é esterilizado mesmo em caso
de falha do hardware ou do software.
Depois de as portas serem
desacionadas e seladas corretamente, o ciclo pode
ser iniciado tanto manualmente como automaticamente.
Se algum problema com o selamento da porta for
detectado o ciclo é intertravado e não pode iniciar.
Os intertravamentos podem também ser usados entre
válvulas de ar e de EtO.
Uma vez que o ciclo foi iniciado,
visores de fácil uso são necessários para mostrar:
-
A fase exata da esterilização
-
Todos os setpoints e
tolerâncias chave estão como carregado na
receita
-
Todos os valores de processo
chave para a função de liberação de batelada
automática
O controle do vácuo e da pressão
também é necessário. Para acabar com o efeito tóxico
do EtO, são usadas bombas rotativas de anel. O
processo de vácuo precisa executar uma fase de
evacuação de emergência para uma rápida evacuação do
gás.
As fases de esterilização são:
-
Atraso do início do ciclo para
habilitar o sistema a iniciar as condições de
estabilidade
-
Verificação geral da
temperatura da célula
-
Fase de vácuo inicial
-
Teste de taxa de Vazamento
-
Primeiro Fluxo
-
Segundo Fluxo
-
Condicionamento Ambiental
Dinâmico (DEC - Dynamic Environmental
Conditioning)
-
Injeção de gás EtO
-
Período de tempo de atraso na
Esterilização por EtO
-
Nível de vácuo posterior ao
atraso
-
Primeira lavagem
-
Segunda lavagem
-
Admissão Final de Ar
-
Atraso de re-evacuação final
da câmara
Durante a execução dessas fases um
relatório da batelada é gerado. Este relatório irá
incluir: verificações da tolerância, mudanças de
fase, alarmes, eventos e valores críticos do
processo. Uma característica chave do sistema é a
liberação do “auto batch” (batelada
automática). Durante o ciclo de esterilização se
alguma ocorrer condição anormal, a batelada será
automaticamente parada e a(s) condição(ões) que
causaram a parada serão identificadas. Com a função
de liberação do “auto batch” os operadores
não têm que esperar até o final do ciclo e
desperdiçar tempo em relatórios de batelada para
entender o que deu errado. Com essa função e dado
que a batelada completou satisfatoriamente, ela
avançará automaticamente para a degasificação da
sala sem precisar de verificação humana da
tolerância, valores de processo e de alarmes.
Para cada batelada, o operador
seleciona a receita adequada ao produto. Depois de a
receita ser descarregada, o operador tem a
oportunidade de verificar se os valores estão
corretos para esta batelada em particular antes de
iniciar o ciclo.
Quando a batelada estiver com
impressão automática uma cópia do relatório pode ser
feita. Os arquivos de registro da batelada também
são feitos eletronicamente para revisão futura. Os
arquivos de registro da batelada podem ser
pesquisados das seguintes formas:
-
ID da batelada
-
Nome do Cliente
-
Receita
-
Tipo do Produto
-
Horário de Início e Fim
ESTÁGIO DE GASIFICAÇÃO
Finalmente, os produto precisam
passar por uma fase de gasificação para remover
qualquer partícula de EtO. A carga da batelada passa
por um tempo de atraso sob ambiente com temperatura
controlada.
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